segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Gritar, quando quero abraçar...

Medo?

É bem parecido.

Quando surge lá do fundo a vontade de beijar, abraçar e dizer palavras "fofas", algo acontece. Esse medo... É, acho que é ele mesmo! Um paredão grosso de concreto surge à frente disso tudo. Impedindo que cheguem até meus membros e boca, para que alguém os receba!

Expressar... Eu sei demonstrar bem os sentimentos, bem sem querer. E na maioria das vezes não expresso o que queria (o que sinto), e sim o contrário. Isso dá uma imagem bem diferente do que sou de fato, em essência. 

Quando me pego em situações as quais devo me calar ou só abraçar e apoiar, não faço isso. E depois que ajo erroneamente, me retraio numa introspecção angustiante a qual me faz mui mal. Reconheço (mas só pra mim mesma) que está tudo errado. Quem está do outro lado não sabe o quanto choro escondida, arrependida e frustrada por NÃO CONSEGUIR ser quem sou, em tempo integral e na intensidade real! Esse medo e essa trava (que não sei de onde vêm) não me deixam ser. Me seguram firme, como se uma corda grossa e longa fizesse várias voltas em mim, me deixando presa a um caule de uma árvore velha.

Me refiro a situações mais extremas, que requerem atitudes sensatas, cautelosas e de carinho. Não teria algum curso pra isso?

Vergonha?

Pode ser também.

Estou dizendo aqui, que tenho vergonha de demonstrar meus sentimentos mais fofos e lindos, nas horas mais propícias, para quem mais devo e por quem mais os sinto! 

Essa luta não terminou...






sábado, 10 de agosto de 2013

Quando o amor fala mais alto... Mais uma vez!

Bom...

As reações são diversas. Quando se decide, do nada, parir um filho depois de duas DESNEcessárias. Olhos arregalados, espanto e: "é doida"! Mas parir não é o normal?! Não foi essa forma que Deus nos deu para termos nossos filhos? Bom... Mas num mundo onde, atualmente, os conceitos e princípios estão totalmente deturpados, acha-se NORMAL uma cesárea.


Mas estou aqui pra falar de AMOR mais uma vez!


Meu Petrus veio num momento beeeem crítico da minha vida. Quem me conhece de perto sabe qual foi, o que houve. Eu o concebi em meio à muitos furacões e precipícios, causados por mim e pelo meu influenciador, claro. O desespero veio junto com a descoberta, claro! O quadro que estava sendo pintado não cabia tintas coloridas e paisagens com felicidade. Só as sombrias estavam sendo usadas... E figuras, muitas vezes, desfiguradas eram pintadas...


Mas a luz veio até mim, como um milagre. E não foi? Por que não? Foi sim!


Ele, Deus, me tocou. Em meio às lágrimas, que mais pareciam cachoeiras, e aos gritos abafados de desabafo, saindo TUDO que estava dentro de mim... Ele falou com meu coração (afinal era ele o maior vilão)! Não me deixou fazer a maior burrada de todos os tempos da vida de ursinha. Então tudo (dentro de mim) começou a mudar. 


Fui ver o que este serzinho estava aprontando dentro de mim (ultrassom). Eu e o pai, ouvimos seu coração bater aceleradamente, sem nem estar formado de fato! É, Deus quer algo aí... Um milagre atrás do outro! Vontade de chorar ao ouvir aquilo? Claro! Mas seguramos (vergonha do médico)!


O tempo foi passando e o amor aumentando. Petrus um dia foi esperado já, mas caiu no esquecimento do tempo. Em 2004 quando trocávamos muitas cartas (eu e Thiago) citávamos e desenhávamos nas cartinhas DUAS MENINAS E UM MENINO, sendo nossos filhos! Por várias vezes. Além da visão que uma priminha de (8 anos na época) teve, ELE estava lá. Ela viu duas menininhas e UM MENININHO ao nosso lado brincando de roda, juntos, enquanto adorávamos Nosso Deus. Como ela pode ter tido esta visão se não sabia de nada? Deus! Pois só quem lia nossas cartas era eu e Thiago. E não comentávamos isso com ninguém, eram planos futuros, NOSSOS, só nossos... E de Deus!


Então um dia (esse ano, 2013) peguei essas cartas para relembrar os velhos tempos (faço isso de vez enquando) e nas mais antigas, percebi os desenhos. "Caraca! Não acredito!" Foi minha reação verbal. Eu realmente não lembrava que havia UM MENINO em nossos desejos de família. A releitura das cartas que me fez lembrar. Fiquei meio sem saber o que pensar, mas sentir eu soube!


Pulando para a decisão do parto...


Decidi recompensar Petrus pelos sentimentos tão ruins que senti no início de tudo. Dando-lhe uma chegada linda, cheia de amor e milagre. De uma forma que ele se sinta tranquilo, feliz e amado logo nos primeiros segundos!


Eu me entrego, Petrus, ao seu amor... Ao amor de Deus. 

À vida! 
Desde quando você chegou dentro de mim, já renasci uma vez. Agora quero renascer de novo, trazendo você para meus braços...