quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dentro de uma bolha.

Me bastou ver dois posts sem querer de dois casos de violência contra crianças (uma mãe dando uma chinelada na perninha de seu filho de 2 anos no meio da rua, enquanto ele chorava, ela gritava com ele e não queria saber em escutá-lo; no outro, foi um assassinato de um bebê de 1 ano e 11 meses, espancado até quase morrer, mas morreu no terceiro dia de luta, no hospital, e estuprado pelo padrasto bonito, gente boa e "esclarecido")  para eu estar agora com nariz entupido, olhos inchados e dor de cabeça intensa.

Não sei o que pensar, estou atordoada. Clamando a Deus.
Estou sentindo medo. Muito.

Se pudesse, colocaria meus filhos dentro de uma bolha imaginária que não permitisse nenhum mal encostar neles. 
Se eu pudesse, seria a alma de cada um, para guiá-los nesse mundo demoníaco, cheio de armadilhas.
Se eu pudesse, seria onipresente.
Se eu pudesse, cuidaria de todas essas crianças que foram maltratadas.

Seres angelicais
inocentes
passivos
frágeis
fofos
lindos
sinceros
amáveis
moldáveis

Por que, Deus?

Ai, que dor estou sentindo. 
Angústia. Lágrimas...

Me ajuda, Senhor! Que eu seja instrumento Teu, para amenizar algo nisso tudo.
As crianças são o futuro.
O que está reservado para o futuro?
Como elas estão sendo tratadas?

Queria ser um GIGANTE e defender todas elas desses seres monstruosos que estão à solta. 
Dentro de seus próprios lares, inclusive. Os quais eram para ser seus protetores, seus heróis (incluo as mães nisso também), estão sendo seus opressores

Os que eram para ser sua segurança, fortaleza, amor, carinho, cuidado... são sua ameaça, medo, terror, destruição, morte...

Dói, dói muito não poder abraçá-las como uma grande ave, encobrindo suas dores e feridas, com amor e proteção.

Queria ter super poderes. 

Frustração.