quarta-feira, 13 de junho de 2018

Roda a roda

Quando uma roda roda, o que estava embaixo sobe e logo está embaixo de novo.
E em cima novamente, embaixo novamente...
As mesmas coisas estão passando pelo mesmo lugar, na roda, sempre.

Está ali, presa ao eixo.
Ela roda, roda, e não sai do lugar.

Gira, gira, gira e não sai do lugar.
O prego que estava enfiado naquele lugar, continua lá. Ele gira junto com o giro da roda, preso. Não sai do lugar.

Só roda.

A tontura vem, o enjoo vem, mas ele continua lá, PRESO.

Só girando, sem sair do lugar.

Quando a roda freia, e o prego está em uma direção diferente da anterior, dá uma falsa sensação de que algo mudou.

Mas quando a roda torna a rodar, percebe que nada mudou. Porque simplesmente está só girando ao redor do eixo do qual nunca se soltou (solta). E se mantendo no mesmo lugar, sem nada mudar.

Se o prego for retirado a roda murcha. Ela não servirá mais.

Então o prego não tem saída, ele tem que ficar lá, precisa ficar lá.

O prego ali, preso, machuca a roda. Mas a roda precisa dele ali, para se manter cheia e funcional. É um ciclo vicioso, delicado e doloroso para ambas as partes. Pois o prego machuca.

Ele (o prego) já está meio enferrujado. Não é mais tão belo e brilhoso. Não serve tanto para fazer sua função original: ser fincado em paredes, madeiras, etc.

Se retirado da roda, além de fazer ela murchar, vai sujar as mãos de quem retirá-lo. Não vai servir para ser fincado em alguma superfície. Pode até dar certo, mas com muita dificuldade, sujeira e pode até quebrar nesse processo.

Quem será esse prego?
Adivinha.