segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Eu, vazio.

Pelos outros.
São pelos outros, TUDO.
Porque, por mim, não é.
Por mim, não existiria vida. Não mais.
Quem dá o sentido são eles.
São por eles que vivo.
>sobrevivo<

Ficar só. Ficar só. Ficar só.
Ficar só.
Ficar só.

Ficar sozinha.

Necessidade.

Desejo.

Eu posso ser eu mesma, assim.

Caso contrário, tenho que interpretar. Tenho que atuar.
Tudo para ser forte, parecer forte.

Mas como não sou uma boneca (quem dera, SE FOSSE), muitas vezes escapa toda a verdade de dentro de mim.

E eles não se agradam. E isso me mata por dentro e por fora. Ver que eles não gostam do que é a minha essência.
Mas também, pudera. Ela é azeda, fria e sem cor. Sem vida e sem graça.
Como alguém poderia gostar DISSO?

Acho que colocar seres nessa Terra, foi um instinto forte do meu eu, lá de dentro, pedindo socorro. Para que eu colocasse alguém melhor que eu, aqui. Mas está sendo MUITO difícil e duro. Algumas vezes tentei desistir. Pensando no quanto mal poderia causar a eles. No quão ruim seria conviver e viver ao meu lado. Não enquanto eu atuo, mas sim quando sou eu mesma.
Atuar o tempo todo é bem complicado. E me machuca muito.

Meu companheiro não me entende. Não olha pra dentro de mim. Só olha para minhas feições e meus sentimento exteriorizados. Só acha que é RUINDADE e ignorância.

Eu não sei me encaixar bem nesse mundo, nesse modo de pensar e de agir.
Não sei ser POLITICAMENTE correta e AGRADÁVEL.
Não sei servir ao senso comum.
Só sei ser eu.

Eu sei. Isso é egoísmo. É feio. É errado.
E mais uma vez digo: PARA VOCÊS! Para mim, não.

E por isso magoo tanto.

Algumas vezes consigo segurar o meu eu, lá dentro de mim. Mas às vezes, muitas vezes, na verdade, ele me escapa. Principalmente com os que estão colados a mim. Convivendo ao meu lado, com intimidade.

Muitas vezes penso sim, se deveria ter feito isso tudo mesmo. Pois não tenho muita coisa boa pra oferecer. Não sou flor que se cheire.
O impulso, como sempre, me fez fazer.
Mas não sei se estou sabendo fazer direito.

As músicas que fazem eu me sentir bem ficam me chamando para ouvi-las e ficar sozinha com elas, mas não posso. Tenho minhas obrigações, minhas companhias diárias, que me impedem de ir ao encontro do prazer da solidão.

É tudo tão barulhento.

Me tomam de mim.

Viver se doando ao outro.
Eu e meu egoísmo pensamos juntos: eu nasci pra isso mesmo?
É uma batalha dentro de mim. Muita luta. E eu sangro. Muito.
Mas ninguém VÊ.

Eu me queimo nas chamas que eu mesma provoquei.
Eu me corto nas lâminas as quais eu mesma amolei.

Sou um perigo para mim mesma.
Deve ser por isso que nunca tive medo de andar sozinha na rua, no escuro. Porque o que poderia me fazer mal não eram os caras da rua, e sim eu mesma.  O TEMPO TODO. Sempre foi isso. Agora entendo.

Já me esforcei tanto para ser o que agrada os outros: uma mocinha fofa, delicada, que se veste como mulher.Como uma MÃE de família. Que se porta como manda a sociedade merda que vivo! Aparências! elas me enojam! AINDA CONTINUO ME ESFORÇANDO, acredite! >>Meu companheiro diz que ama mulher perua, no modo de se vestir.<< tcs tcs

Eu odeeeeiiiooooo ter que fingir!!!! Sempre odiei!!!
E ter que viver assim, é uma tortura!

Uma ferida que nunca cicatriza, porque você está lá, com um ferro enferrujado e pontiagudo sempre mexendo e enfiando, com força, nela. É isso. Essa constância! Magoa ou não?

Gostaria MUITO de continuar aqui colocando pra fora, vomitando tudo aqui nessa página.
Mas minha realidade me chama.
Tchau.





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